SORRY!


sábado, 25 de abril de 2015

Os três DDD

Faz hoje 41 anos que um grupo de corajosos militares, com a intuição do apoio que tinham nas Forças Armadas e no conjunto dos portugueses, derrubou o herdeiro do tirano que tantos anos controlara Portugal.
Disseram ao que vinham: criar as condições políticas para haver Democracia, Descolonização e Desenvolvimento, os três DD, creio que por essa ordem.

1. Democracia
A consciência de que o sistema de governos representativos, que tão bem serviu a Europa no pós-guerra, não é Democracia tem aumentado sempre. Cresce o número de portugueses que sabe que nada teve a ver com a escolha do primeiro-ministro, que suspeita que há uma oligarquia que os escolhe e no-los propõe para neles votarmos, que já compreendeu que a alternância é mais do mesmo, que António Costa continuará a pagar os juros agiotas que os seus antecessores aceitaram em nosso nome.

2. Descolonização
A consciência de que as ex-colónias continuam colonizadas, agora por outros, por oligarquias nacionais a cair no domínio dos investidores que as compraram, sejam chineses, sul-africanos ou capital sem rosto, aumenta, lá e cá.

3. Desenvolvimento
A consciência de que o investimento que usámos para criar o nosso desenvolvimento o está a sufocar, com juros agiotas, cresce entre os portugueses, é a inegável realidade, perto de dez milhares de milhões por ano, no nosso orçamento, destinam-se a pagar juros; não temos moeda própria.

Acontece. Temos um problema político, temos a necessidade de uma revolução, de novo. 
Se aproveitarmos a nossa experiência e soubermos lançar as sementes no mundo -- pois estamos noutro tempo, num tempo global -- poderemos dar uma contribuição histórica como a que demos no início do século XVI. E é a Hora!

25 de Abril de 1974. A rua é de todos, se se querem deitar com a sua espingarda, podem, claro! Se fossem polícias da PIDE não se deitavam no chão, estes são pacíficos, de certeza!

domingo, 19 de abril de 2015

A verdade e o poder



Quando assim falou, dizendo que os portugueses podiam estar descansados porque as reservas do Banco Espírito Santo eram suficientes para aguentar o pior cenário, Cavaco Silva baseava-se em informação do Banco de Portugal mas tinha tido contactos com Ricardo Salgado. Podemos pensar que quisesse evitar uma corrida ao Banco, que seria desastrosa, podemos pensar que o Sr. Professor seja crédulo… enganou-se, enganou-nos, como se sabe.
O que já não é aceitável, sob qualquer ponto de vista, é que nos venha dizer, nesta resposta a uma jornalista, que é mentira atribuir-lhe alguma declaração sobre o BES, apenas aceitando ter feito declarações sobre o Banco de Portugal.
O nosso Presidente da República considera-se uma pessoa muito rigorosa, são palavras suas, mas os factos desmentem-no.

O que neste caso me interessa é a veemência com que diz “É mentira!”, referindo-se a algo que é verdade. Quando a realidade não é do nosso gosto, é normal a tendência para a negar; somos capazes de fazer, instantaneamente, uma racionalização que nos descanse, sobretudo quando o assunto se tinge de emoção. Somos assim, as emoções, sem -- ou mesmo com! -- a nossa atenção critica e consciente, tendem a comandar os nossos actos.
Depois do desastre se vê se a estrutura mental do infeliz actor sofreu a influencia da antiga Grécia, se valoriza a verdade ou se prefere valorizar a vaidade, se o erro o aflige ou não.

Quando os factos põem em causa estruturas mentais sem as quais não sabemos que fazer, quando os factos põem em causa o poder, que temos ou pensamos ter, quando são demasiado “incómodos”, quando pedem que abandonemos um paradigma, os temperamentos mais conservadores tendem a negar os factos, a negação é um processo banal de adaptação psicológica. Banal mas desastroso para quem queira ser consciente.
Estamos em tempos de mudança, há negações à escala planetária. A negação das crescentes temperaturas, do risco de ficarmos num planeta inabitável é das mais chocantes, sobretudo porque sabemos que tem origem na ganância do lucro das companhias de petróleo.
Mas há outras e, se o leitor entender bem o inglês, decerto vai apreciar este documentário, The Day Before Disclosure

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Uma notícia que vem da Islândia

Há dezenas de anos que é assim: os bancos podem emprestar o dinheiro dos seus depositantes e ficar apenas com 10%. E podem ir buscar ao banco central 100, ficar com 100 nos activos e emprestar 90.
Ou seja, criam moeda. Se emprestarem os 90 a outro banco este pode emprestar 81 e por aí fora…
É claro que, na origem destas leis que regulamentam o sistema bancário, estão -- os banqueiros. Donos dos bancos centrais, que são “independentes” dos Estados, e donos dos nossos governos, “livremente” eleitos mas por eles escolhidos para o serem.

Com o tempo toda a sociedade foi ficando endividada e mesmo quem resiste está a pagar impostos que se destinam a pagar os juros da dívida “soberana”.
Há uma “narrativa” que nos vende este sistema como o único possível e a pobreza de todos como o resultado do “livre” endividamento de pessoas e Estados. Diz-nos que pagar os juros é o que fazem as pessoas honestas e não quer saber de como isto aconteceu. Nem de onde nos leva este caminho de endividamento “infinito”, agora para pagar juros.

Mas houve um povo que resistiu; que apresentou à Justiça os governantes e banqueiros que levaram o país à bancarrota. E que, esta semana, teve a coragem de pôr o sistema em causa: daqui para a frente os bancos só emprestam o dinheiro que têm, são forçados a ter reservas no banco central: deixam de produzir moeda, deixam de ser como todos os bancos do mundo. A coroa islandesa não sofreu com a medida, pelo contrário, e esta experiência de um povo que tem menos de 400 000 habitantes é uma grande contribuição para resolver um dos magnos problemas do nosso tempo: o de vivemos num sistema que nos empobrece, aceleradamente.

No último “post” republiquei a entrevista catalã a Eduardo Galeano, de 2013, a propósito dos “indignados” da Praça do Sol, em Madrid. Diz ele que o mundo se divide em indignados e indignos. Fiquei a pensar se a preguiça de pensar, que permite a tanta gente fugir ao desagradável que é sentir-se indignado, será uma “indignidade”. Fiquei a pensar se se pode falar assim, dar ao Homem a responsabilidade de ser consciente, de resistir, como os islandeses, à narrativa oficial.
É inegável que esse povo nos deu um exemplo de coragem e dignidade.

Última hora: O primeiro-ministro descobriu que, sem “outras políticas estruturais”, não baixamos o desemprego para menos de 10%. Tudo indica que irá dar o exemplo da Islândia na reunião intergovernamental da União Europeia.
Acrescento ao “post” (19 de Abril): Há indícios de que a “descoberta” do nosso eleito (de que não poderemos sair disto sem “outras políticas estruturais”) se deve a ter sido tratado pelo médico hipnotizador nova-yorquino Michael Ellder, aquele que escreveu:
"Olhem para nós. Está tudo ao contrário. Tudo de cabeça para baixo. Os médicos destroem a saúde. Os juristas destroem a justiça. As universidades destroem o conhecimento. Os governos destroem a liberdade. Os grandes meios de comunicação destroem a informação e a religião destrói a espiritualidade.” 
Mas parece que o efeito do tratamento é temporário e em breve veremos o nosso eleito gabando-se publicamente de ter descido o desemprego para 15%.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uma ode de Ricardo Reis

Melhor destino que o de conhecer-se
Não frui quem mente frui. Antes, sabendo,
Ser nada, que ignorando:
Nada dentro de nada.
Se não houver em mim poder que vença
As Parcas três e as moles do futuro,
Já me dêem os deuses o poder de sabê-lo;
E a beleza, incriável por meu sestro,
Eu goze externa e dada, repetida
Em meus passivos olhos,
Lagos que a morte seca.

As Parcas Reunidas entre as Estrelas, de Elihu Vedder (1887)
As Parcas ou Moiras teciam o destino de quem ia nascer
Nota: Sestro é hábito, teima, vício

domingo, 5 de abril de 2015

Aleluia


A Primavera é a Ressurreição da Natureza, o triunfo da Vida; a esperança de frutos, com o nascer das folhas que os hão-de alimentar, das flores que, amando-se, os hão de gerar.
Tudo pode ser símbolo, assim a Páscoa.
Para ressuscitar é preciso morrer. Para que a casa esteja limpa para a festa é preciso abandonar o que já não serve, o lixo que se acumulou pelos cantos.
Na nossa cultura era costume tomar banho, pela Páscoa, e lavar a alminha, com a confissão anual.
Procurar, no inconsciente, o lixo que se acumulou; descortinar (descobrir, correr as cortinas) aquilo que, desnecessário, atrapalha a vida. Velhas culpas, velhos rancores, memórias recalcadas -- e fazer disso o estrume que a alimenta, decompondo-se, química ou alquímicamente.

Assim como o lixo nos sapatos atrapalha o caminhar, pede que paremos e nos descalcemos, assim as culpas, nossas e dos outros, pedem que paremos, falemos com elas o falar da vida, da esperança dos frutos, e as deixemos para trás, não guardando delas mais que a sabedoria que nos deram, a Paz que vem quando se entende com o coração. 

Criticar a cultura em que nascemos pode ser uma forma de amor. Uma forma de a ajudar a “ressuscitar”. Cito aqui Frei Bento Domingues, hoje no “Público”: "Não sendo especialista das alterações da geografia do catolicismo português nas últimas décadas, é de supor que só nas cidades e nas suas periferias — em permanente mudança e reconfiguração — poderá ressuscitar. Os modelos rurais do passado serão impraticáveis”.

Sou dos que não “sabem” se o pregador da Galileia de há dois mil anos ressuscitou na carne. Mas sei que a essência da sabedoria que deixou -- “amai o próximo como a vós mesmos” -- merece ser “ressuscitada”: Só se nos amarmos a nós mesmos saberemos amar. Se o Catolicismo “ressuscitar”, nas cidades ou no campo, ele ensinará as crianças a amarem-se a si mesmas, ter-se-à libertado da compulsão para as adulterar, amedrontar, infernizar com a culpa do pecado original -- lembrar-se-à que Cristo o lavou no Baptismo. Curiosamente, o artigo citado intitula-se “Páscoa de muitas Páscoas” e estamos em tempos de mudança, esta Primavera pede uma limpeza ainda mais radical que nos outros anos! Há muito passado para deixar para trás.
Aleluia!


terça-feira, 24 de março de 2015

€ Euro: sim ou não?

Pedro Arroja
A Associação Cívica Amar Santo Tirso, em colaboração com a Câmara Municipal de Santo Tirso, convida todos os interessados a marcar presença no jantar debate de dia 26 de março, pelas 20 horas, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso (Vermelhos), na Praça Conde S. Bento, em Santo Tirso, cujo orador será o Professor Pedro Arroja, cuja intervenção será subordinada ao tema "Euro: sim ou não?".
As inscrições podem ser realizadas para o email: amarsantotirso@gmail.com



A 26 de Março de 1834 as forças liberais chegaram a Santo Tirso: o Mosteiro fechava as portas, que se abriam para a Vila de Santo Tirso, nascida da Revolução Liberal.

Só com os liberais Portugal aderiu de facto à Revolução Industrial e, com ela, ao conceito revolucionário de que todos os homens nascem livres e iguais em direitos (mas só em 1968 a lei deu o direito de voto às mulheres!).

Porém o liberalismo ajudou a encapotada submissão ao Império Britânico, da mesma forma que a União Europeia, um conceito libertador, nos trouxe a submissão ao encapotado Império financeiro mundial. Que pensará o nosso convidado do artigo 123 do Tratado de Lisboa?

26 de Março: Há cem anos, a 26 de Março, apareceu a revista Orpheu 1, uma pedrada no charco das letras portuguesas. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Washington DC

Os protestos que se passam neste momento em Washington são a História ao vivo. Mesmo que as carradas de polícias que estão a ser despejadas sobre os manifestantes consigam repor temporariamente a “ordem”, a oligarquia que controla o “complexo militar industrial”, a criação de guerras no mundo… e o mundo!,  está a ser posta em causa. “Fuck racism!"
26.03.2015: Quem soube desta enorme manifestação? Nem jornais tem TV dela falaram. Porque:
E pode dizer-se “Se quer estar informado, feche o televisor!”
Mas, paulatinamente, pelo Internet, as pessoas vão acordando. Os media ficarão a falar sozinhos, sem violencia.

sábado, 14 de março de 2015

Estamos em tempos de mudança II

"Estamos em tempos de mudança" foi o “post” mais lido deste blog. Sentimos, cada vez mais, estar em tempos de mudança, e, cada vez mais, compreendemos estar. Daí que, cada vez mais, e cada vez para mais gente, faça sentido agir como se estivéssemos em tempos de mudança -- quase sabemos estar.
“Todo o tempo é composto de mudança” mas esta consciência age como feed-back positivo: cria-a.
E uma coisa é inegável: Precisamos delas, da consciência e da mudança.

Partindo de um facto que se avoluma, o do empobrecimento dos povos, e de um outro que se não consegue esconder, o do avanço técnico, da informatização da indústria, do real aumento da produtividade e, portanto, da riqueza, percebemos que algo está errado.

Algo de fundamental, de estrutural: o sistema, as regras do funcionamento das sociedades. A Sociologia nascente, no século XIX, usou, o melhor que pôde, o método científico, e cunhou a palavra Capitalismo para designar o sistema em que vivemos. Deduziu, do que observou, que, com o tempo, nesta forma de funcionar, haveria uma acumulação de capital em cada vez menos companhias, as quais iriam comprando as mais pequenas, num processo cada vez mais global.
A cunhagem da moeda, a sua produção (uma indústria rentável), feita por reis e, depois, pelas repúblicas, quando estes e estas se endividaram o suficiente, foi comprada pelo “Capital”, o qual passou a cunhar moeda, o símbolo, por excelência, do poder.
O Capital empresta esse seu produto, a moeda, aos Estados, que lhe ficam a pagar juros ad æternum, ao novo senhor do mundo. Como isto seria um pouco chocante, esses juros ainda são muito baixos, nos Estados Unidos da América, onde o sistema medrou, depois da queda do Império Britânico. Mas, na Europa, o Capital conseguiu fazer passar uma lei, o artigo 123 do Tratado de Lisboa, que nega aos Estados esses juros baixos, obrigando-os a recorrer aos bancos privados, que têm o mesmo dono, mas a juros altos.

O Capital dispõe de funcionários especializados, os economistas, cuja preocupação é “o crescimento da economia”. De facto o sistema só pode funcionar em perpétuo crescimento, única forma de manter os crescentes juros, que são a sua essência.
Mas lá aparecem uns economistas “fora da caixa”, como Kenneth Bouldingque disse: “Anyone who believes exponential growth can go on forever in a finite world is either a madman or an economist”, ou seja"Quemquer acredite que o crescimento exponencial pode continuar indefinidamente num mundo finito ou é louco ou é economista”.

De facto o mundo é finito, os recursos estão a ser desbaratados e o planeta tem um desequilíbrio que ultrapassou a sua capacidade homeostática.
É mais racional imaginar a nossa espécie a desaparecer do planeta dentro de poucos anos que imaginar a paragem milagrosa do aquecimento global.

Mas estamos em tempos de mudança e a fé na vida é atributo dela. A fé é coisa irracional, mal vista pelo senso comum do animal que somos, tão ufano do seu cérebro de última geração.
O cérebro mais primitivo seria o dos peixes, animais irracionais por excelência, ouvintes atentos das palavras de fé de Santo António. Os peixes, símbolo do Cristianismo, da ideia de que basta amar e a vida se encarrega de nos dar o necessário. Da fé.

O bom senso do animal que somos, consciente da subida exponencial do metano na atmosfera, da morte anunciada da nossa espécie, não rejeita a fé na Vida, não rejeita o irracional. E vê sabedoria na natureza, na intuição dos animais, a que chamamos instinto. É humilde e procura a sabedoria dos antigos, que viam as estrelas à noite, ora escondidas pelas luzes da cidade.
Criaram eles, por sábia intuição, uma interpretação simbólica do movimento aparente dos planetas mais próximos ao longo da circunferência do zodíaco. Uma circunferência não tem princípio nem fim mas escolheram este momento próximo, o equinócio da Primavera, para seu início e recomeço.
Chamaram Peixes ao tempo em que estamos e Carneiro àquele em que vamos entrar, a 21 de Março, como todos os anos. Carneiro, a coragem de se atirar de cabeça, sem medo das consequências, de iniciar coisas, e Peixes a fé, o que transcende a razão, a humildade dos sábios.

Quis o Destino que, nestes tempos de mudança, este ano, totalmente visível na ilha do Encoberto, também chamada Avalon por metade dos nossos avós, mas visível parcialmente em Portugal a partir das oito horas do dia 20, haja um eclipse solar.
“Lunático”, por breve tempo, o astro-rei, o símbolo da Razão, deixa-se esconder pela Lua, o símbolo da falta dela (LOL), umas horas antes de “recomeçar” o seu ciclo anual, de começar a encorajar as sementes a saírem da Terra, os seres vivos a viverem.
Talvez nos venha lembrar que os extremos se tocam e que a coragem de pensar racionalmente, a saga da nossa espécie, nos trouxe, no fim desta grande aventura, à fé irracional na vida, ao início de uma outra.

domingo, 1 de março de 2015

Aquele abraço!

A cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro faz hoje 450 anos. Nesta baía nasceu:
E Portugal emigrou para o paraíso!
Mas é tempo de voltar, precisamos da nossa alma de volta!
Áquele ábraço!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não acredite em blogs!

Nesta conferência, em 28 de Janeiro de 2010, em Cambridge, o Dr. Ronald Prinn, TEPCO Professor of Atmospheric Science at MIT, fala-nos do aquecimento do Ártico, que é mais do dobro dos “aceitáveis” dois graus que o planeta aqueceu nas regiões temperadas e que está a levar, sobretudo com a libertação de metano, a um efeito de feed-back positivo, a um crescimento exponencial do efeito de estufa, logo, do aquecimento do planeta.
Começa por nos mostrar um gráfico com as temperaturas e os níveis de CO2 (dióxido de Carbono) e de CH4 (metano), gases que acompanham as subidas de temperatura, nos últimos 400 000 anos. Houve quatro ciclos glaciais, com cerca de 100 000 anos de intervalo, grandes subidas de temperatura seguidas de grandes descidas. Estamos de novo num desses picos de temperatura, de CO2 e de CH4, mas a subida é exponencial e será diferente, imprevisível, tem a mão do homem.
Dentro de meia dúzia de anos (há oscilações imprevisíveis, pode ser um pouco mais) estaremos, tanto quanto a Ciência nos pode dizer, num planeta demasiado quente para o habitarmos. Isto acontece, sobretudo, pelo efeito de feed-back positivo que o degelo do Ártico tem, provocando a libertação de metano na atmosfera.
Este senhor estuda, há dezenas de anos, as temperaturas dessa região e o clima, não escreveu livros nem  tem um blog. É um cientista, tem artigos publicados em revistas científicas e lembra-nos que só nelas está o que a Ciência vai fazendo. Diz-nos para não acreditar em blogs;-)

Temos um magno problema, a nossa espécie e o “seu” planeta. Aparentemente insolúvel. Há uns anos, aquando da Conferência de Copenhage sobre o clima, mencionei aqui a organização “350”, cujo objectivo era que não ultrapassássemos as 350 partes por mil de CO2 na atmosfera, e publiquei algumas iniciativas globais que foram feitas com esse desiderato. Na citada conferência, há cinco anos, o Dr. Prinn calcula o equivalente, em partes por mil de CO2, para os outros gases com efeito de estufa e chega a uma soma de 470 p.p. mil, a subir, fora do nosso controle, mesmo que parássemos totalmente a emissão de gases de estufa.
Temos um problema global, que nos pede mais que conhecimento científico, que precisa de uma solução que o transcenda e integre...

A Ciência estuda os factos e procura como agir, racionalmente, a nosso favor: é o cérebro esquerdo. O cérebro direito dedica-se a sentir o problema, pode propor a negação (irracional -- e há bastos livros a negar este problema), pode entrar em pânico, refugiar-se numa religião, ou qualquer coisa de emocional. Mas, para inovar, para inventar, ambos os cérebros colaboram: sem um “lampejo” do cérebro que sente, nada se cria!

O nosso conferencista trabalha no Instituto de Tecnologia do Massachusetts, o MIT, um dos sítios máximos onde a Ciência do nosso tempo se faz… Houve um tempo em que, ainda nascente, ela se fazia em Portugal, eram os portugueses quem usava o cérebro esquerdo para estudar o mundo, no tempo de Pedro Nunes ou de Damião de Góis. Mas, antes disso, haviam inventado (com o cérebro todo, quiçá iluminado!) o conceito de “descoberta”, haviam “descoberto” a Ciência e a usavam.
Não sou o único a acreditar que, para sermos lúcidos e capazes, temos que usar o cérebro esquerdo e o direito, em harmonia. Foi o médico Carl Gustav Jung quem trouxe, para a Ciência, a noção de que temos que integrar o consciente e o inconsciente, para bem funcionarmos. O transcendente, o irracional, a intuição, fazem parte de nós e têm o seu papel. Jung estudou Astrologia e os mitos, estudou o inconsciente colectivo; decerto não ficaria de pé atrás com o que vou dizer mas sei que poucos me acompanharão, daqui para a frente ;-)

Quando, com a Inquisição, cientistas e banqueiros emigraram e apareceu, na Holanda, a Companhia da Indias Orientais, por exemplo, com esse know how, os seus grandes barcos tinham sempre, a bordo, um marinheiro português sem função definida: ele estava lá só para agir numa emergência, era o homem que “desenrascava” a situação, o homem “íntegro”, que usava os dois cérebros, que “via” para lá do que se mostra.

Outros haverão de ter 
O que houvermos de perder. 
Outros poderão achar 
O que, no nosso encontrar, 
Foi achado, ou não achado, 
Segundo o destino dado. 

Mas o que a eles não toca 
É a Magia que evoca 
O Longe e faz dele história. 
E por isso a sua glória 
É justa auréola dada 
Por uma luz emprestada.

Fernando Pessoa, "Os Colombos" in “Mensagem"

A alma portuguesa, por estes dias, está consciente do seu sofrimento emocional; sabe que acreditou, depois de Alcácer Quibir, que deixára de ter um papel no mundo e interroga-se se não será tempo de voltar a ter um. Na longa noite introspectiva de mais de 400 anos terá integrado o inconsciente, o seu fado, e sente a dor do mundo e a vontade de contribuir para uma solução. D. Sebastião ficou como símbolo da grandeza perdida, do tempo das iniciativas loucas, como essa de tentar salvar Europa da invasão turca, que chegou a Viena de Áustria, atacando o outro extremo do Império Mouro, no Norte de África.
Podemos sentir a nossa alma portuguesa capaz de ouvir, no mundo, conservadores atávicos (frustrados e quiçá violentos) e progressistas racionais (esperançados e quiçá utópicos), podemos sentir a nossa cultura universal a entender o problema todo e a querer agir.
Por estes dias volta D. Sebastião, o símbolo -- não é um homem, Deus nos livre dos homens providenciais! Portugal renasce porque há uma emergência, na barca do mundo: chega ao fim a Revolução Industrial, esmorece o que ainda “É justa auréola dada / Por uma luz emprestada”, e a Ciência precisa de um “lampejo”, precisa de Portugal, o que mergulhou no Inconsciente e sobreviveu:  “É a hora”!
Para Raphael Baldaya, conceituado astrólogo, de 3 para 4 de Março, estaremos “no auge da suprema prova”. Mas não acredite em blogs, leitor!
O pólo Norte sem gelo, fotografia de 2013!  Mas o gelo vai e vem, agora tem algum, veja a webcam:
http://www.arctic.noaa.gov/np2014/2014-cam2web.mov

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sobre a violência

A Psicologia difícilmente pode ser chamada uma ciência, tende ou pretende a ser uma. Há, porém, uma lei da Psicologia que funciona e é útil para explicar muita coisa: “A frustração leva à agressão”.

Ora acontece que a agressão, a violência, é irracional, inútil, e atrapalha mesmo a resolução dos problemas. E nós, espécie humana no seu encantador planeta, temos um problema a sério. Funcionamos por regras inadequadas que, além do sofrimento, nos podem levar a não sobreviver, espécie e planeta vivo.
A frustração que nos traz a consciência disto leva, pela tal lei da Psicologia, à agressão. Mas bastaria levar a consciência um pouco mais longe para perceber que esse caminho irracional nos não convém.

Creio que o que nos faz comunicar é o desejo de partilhar um ponto de vista. E há sempre frustração porque o outro nunca pode ter o nosso ponto de vista. E, quanto mais amarmos, mais frustrados com a dificuldade, intrínseca à individualidade.
Vejo um pôr-do-Sol espectacular, fotografo-o com o telefone, envio… Mas quem poderia sentir o que senti, mesmo que ao meu lado estivesse?
As discussões dramáticas e barulhentas entre gente que se ama nascem de que nunca nos poderíamos fundir ao ponto de sentir o que o outro sente.

Porém, namasté, no centro de nós mesmos, somos e estamos juntos com tudo e com todos e aceitamos as visões subjectivas das personalidades porque nos sabemos unidos no essencial. 
A criação de novas regras que aproveitem a ciência e a técnica para criar abundância e liberdade para todos e saúde para o planeta está-se a passar. Ora, durante a gestação não convém a uma grávida andar à pancada, sequer sentir-se frustrada… Convém, e a natureza lho concede, que ande feliz!
A travessia

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O grande jogo

Estamos em tempos de mudança, a meio de um grande jogo entre a oligarquia mundial e a utópica democracia, em construção, ou melhor, em “gestação”!
Dia a dia os cidadãos, manipulados (ou “agredidos”) por uma intensa propaganda, contínua e sofisticada, vão, apesar de tudo, ganhando consciência de que vivemos num sistema que a ninguém interessa, que terá que deixar de ser, que terá que dar lugar a um outro, ou outros, que permitam a abundância, a dignidade humana, a Paz, a Liberdade…


Os nossos governantes estão, inconscientes, ao serviço de uma oligarquia, dona dos grandes bancos para cujo benefício são feitas as leis, como o famigerado artigo 123 do Tratado de Lisboa, que proíbe os Estados de se financiarem directamente no Banco Central Europeu, cuja taxa é de apenas 0,05%.
Essa taxa é só para os grandes bancos se financiarem no BCE, eles que emprestam aos Estados europeus à taxa dos “mercados", que, para Portugal anda acima dos 3%, actualmente (depois deste artigo está abaixo dos 3% ;-) A taxa dos "mercados" aumenta se os Estados não venderem as suas empresas para pagar os seus juros, se não diminuirem à Segurança Social, à Saúde, à Educação, para satisfazer a oligarquia internacional, os criadores da moeda e donos dos grandes bancos.
A estratégia do nosso governo é a de se submeter ao sistema, vai agora pagar adiantado cerca de uma dúzia de milhares de milhões de euros, o equivalente ao que os gregos se recusam a pagar.

O grande jogo levará, a prazo, à substituição de este sistema absurdo de empobrecimento por um outro, sem esta gritante injustiça. E o nosso governo, em vez de apoiar a iniciativa grega, alinha no campo do adversário da democracia, da oligarquia.

“Graças a Deus”, perdoe-se a um agnóstico que use esta expressão, as pessoas vão ganhando consciência da exploração financeira, que fomenta guerras, destruição dos ecosistemas, pobreza, ignorância e morte.
O GRANDE JOGO PASSA-SE NO TABULEIRO DO MUNDO.
Aqui os venezuelanos em filas para a comida, o preço do petróleo baixou para  dobrar a Venezuela (e a Rússia). Subirá logo que isso tenha acontecido e o esforço para energias alternativas tenha abrandado.
Este vídeo foi censurado aqui: só nos convém imaginar a vitória, neste grande jogo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“O Sistema Financeiro Pós-BES”, jantar debate na Fábrica

O Prof. Teixeira dos Santos, da Faculdade de Economia do Porto, ex-ministro das Finanças, fará uma conferência nas instalações da antiga "Fábrica do Teles”, que a Câmara cedeu à Associação Amar Santo Tirso, para o efeito.
Terá a forma de um jantar / debate em que os comensais poderão debater com o economista a situação actual do sistema financeiro português.
O jantar deverá custar cerca de 15€ e as inscrições estão limitadas às primeiras 50 pessoas. Inscreva-se! A democracia constrói-se com debates “frontais”, para citar o Sr. Presidente da Câmara, que participou no primeiro destes, no mesmo local.

Data: 6 de Fevereiro
Hora: 20 horas
Local: Fábrica de Santo Thyrso
Inscrições através do email: amarsantotirso@gmail.com

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Syriza ganhou as eleições na Grécia

Fotografia da BBC
O valor que damos à Liberdade, na cultura europeia, é uma herança da Grécia antiga. Assim como o valor que damos à Democracia, embora os antigos atenienses nunca delegassem em eleitos, como fazemos, a votação das suas leis, que era directa.
Não é impossível, embora o nosso sistema o não favoreça, que os cidadãos eleitos hoje para o Parlamento grego façam as leis que os gregos fariam, fora directa a votação.
Se, de facto, representarem os seus concidadãos, o seu exemplo ajudará o “Podemos", em Espanha, e os movimentos em Itália e Portugal, como o “Tempo de avançar”. E não é impossível que os cidadãos do Norte, em férias pelo Sul, se deixem contagiar pelo caminho pacífico para a Democracia Real.
É de esperar, porém, que a oligarquia use os imensos juros que recebe para comprar propaganda e governos, como tem feito. Que nos manipule para aceitarmos mais guerras, que nos distraia de todas as maneiras.

Mas pode ser que os gregos tenham eleito heróis, não é impossível que o sistema de governo representativo, com o qual nos manipulam para acreditar que vivemos em Democracia, venha a servir para derrubar os que dele se apropriaram, os donos da emissão da moeda.

Poucos acreditaram em Hércules antes de ele realizar os doze trabalhos. Mas “o mito é o nada que é tudo”.

"Ah you loved me as a loser, but now you're worried that I just might win
You know the way to stop me, but you don't have the discipline
How many nights I prayed for this, to let my work begin
First we take Manhattan, then we take Berlin”
"Ah amaram-me como falhado, mas agora preocupam-se que eu até possa ganhar
Sabem como me deter, mas não têm a disciplina
Quantas noites rezei por isto, para que o meu trabalho comece
Primeiro tomamos Manhattan, depois tomamos Berlin”


Os Bancos europeus (e muitos pequenos fundos) emprestaram a bancos irlandeses, espanhóis, gregos, portugueses… os quais investiram, sobretudo em imobiliário, e se viram face à falência. O Banco Central Europeu obrigou os Estados -- os contribuintes -- a resgatar os seus bancos, para salvar investidores sobretudo estrangeiros… quem são os que foram salvos com a miséria de irlandeses, gregos, portugueses? Esta a pergunta deste excelente documentário.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

                                                  Fernando Pessoa, 1931

sábado, 10 de janeiro de 2015

A Sociedade do Espectáculo

Assim se chamava, em Paris de 1968, ao sistema em que ainda vivemos, ao capitalismo na sua forma final de sociedade de consumo: A sociedade do espectáculo.
1100 tropas franceses estão hoje em Paris com o guião de velar pela segurança, depois de um ataque terrorista: é mais uma das cenas do circo que montaram para nós.
Panem et circenses”, como sempre. Entreter o povo, não vá ele perceber que o exploram.

Assim como a destruição das torres gémeas de Nova York foi um circo destinado a invadir o Iraque, única forma de o fazer obedecer à oligarquia que produz a moeda (Iraque onde não havia Al Quaeda nem armas de destruição massiva), assim como se montam circos desde os romanos.

Mas nós crescemos, vemos o circo com outros olhos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

Os desgraçados que mataram em Paris não são bons muçulmanos. O Alcorão aconselha quem reside entre os infiéis a respeitar as leis do país que o acolhe.

Um crime sugere sempre uma pergunta: quem lucra?
Decerto que não é o Islão, enquanto religião, que se quer expandir na Europa.
A resposta à pergunta é absurda mas efeitos absurdos têm causas absurdas.
Lucra quem quer fazer a guerra. Há grandes investimentos que apostam na guerra, há grandes negócios no horizonte.
Precisam de uma opinião pública receptiva à ideia de que os muçulmanos são animais perigosos e de que é justo dominá-los pela força.

A onda de solidariedade que percorre o mundo foi criada para alimentar o ódio. Somos manipulados continuamente, os acontecimentos são planeados, as nossas emoções orientadas.

Sinto simpatia pelos imbecis que foram manipulados para matar. Todos estamos a ser!

Mas há uma alquimia para transformar o ódio e o desprezo em compaixão, quiçá em amor. Esse o único caminho para que haja uma opinião pública esclarecida, uma que possa pôr em causa o sistema do lucro pelo lucro, uma que ponha a vida como valor.

Ao sistema em que vivemos, o qual se sente ameaçado, convém que orientemos a indignação, de alvos tão abstractos como a “oligarquia financeira internacional”, para alvos fáceis, acessíveis à emoção, como sejam “os infiéis”, os estrangeiros, os diferentes de nós, os “inimigos da civilização”.

Só que, desta vez, não cairemos nisso.

domingo, 28 de dezembro de 2014

O tempo é subjectivo

Com o mundo em trabalho de parto, deixemo-nos ir! Não lutemos contra a maré, ela levar-nós-á à praia.
Durante a dor e a aflição, vejamos o milagre do nascimento, a maravilha disto tudo, de tudo que acontece. Podemos encontrar, dentro de nós, o ponto de vista análogo ao de quem fumasse um charro, no tempo dos hippies, e visse tudo maravilhoso. Esse estado de aceitação incondicional de tudo, de todos, basta. Love is all you need! É preciso amar. É natural que nos amem, também, mas isso não é connosco.
Namasté!
.
Significado de Namatê, do Sânscrito, saudação muito usada no Sul da Asia (Wikipédia): 
-"O deus que habita no meu coração, saúda o deus que habita no seu coração. Mais radiante do que o Sol. Mais puro que a neve. Mais sutil que o éter. Esse é o Ser, o Espírito dentro do coração de cada um de nós. Esse ser sou eu, esse ser é você. Somos todos nós, Está em você, está em tudo." font Sancritos M.V.   ou
-'O ser que habita meu coração saúda o ser que habita o seu coração.' font Sancritos M.V.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O centésimo trigésimo quarto

Um tibetano deitou fogo ao seu corpo e morreu, ontem.
Sangye Khar, de 33 anos, foi o 134º, nestes anos de ocupação pelo exército chinês.
Não gosto de recorrer às caixas, ou gavetas, prontas para arrumarmos os assuntos, sem neles pensar. Há quem os classifique na dos heróis, quem os classifique na dos doentes mentais… como se pode arrumar as pessoas, sabendo que cada um de nós é exemplar único? E como se pode julgar, como se pode ter essa arrogância?
A dor e perplexidade que causou, à minha geração, o suicídio pelo fogo de Jan Palack, um checo, depois da destruição da Primavera de Praga pelos tanques de Brejnev, em 1968, fez-nos pôr em causa a liderança do PCP na luta contra a tirania política, em que vivíamos. Ideias generosas podem levar à tirania, ficámos a saber. Para sempre.
Em princípio o suicídio é uma violência, está tão errado como pertencer a um exército nacional e matar gente, assim penso. Mas que violência tão grande será a de uma ocupação estrangeira, que leva pessoas a sacrificar a vida?
A Checosloáquia recuperou a soberania, vinte anos depois da humilhação dos tanques em Praga. O Tibete, e todo o mundo, há de ser livre. O processo corre nos nossos espíritos, o respeito pelos outros e por si mesmo é a mesma coisa. O respeito pelos outros povos é o mesmo que o respeito pelo nosso, pela nossa história, identidade, liberdade.
Uma manifestação religiosa em Lhassa
Não há pessoas que valham mais que outras, não há povos que valham mais que outros. A liberdade é um direito, está no cerne da natureza humana.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Esperança

A Polícia de Hong-Kong mobilizou centenas de militares para desalojar, amanhã, as últimas dezenas de tendas que resistem, o último acampamento dos indignados, em Causeway Bay.
Deixo aqui uma citação de Gandhi:
Power is of two kinds. One is obtained by the fear of punishment and the other by acts of love. Power based on love is a thousand times more effective and permanent then the one derived from fear of punishment.
Traduzindo:
O poder é de dois tipos. Um é obtido pelo medo da punição e o outro por actos de amor. O poder baseado no amor é mil vezes mais eficaz e permanente que o derivado do medo da punição.

A procissão ainda vai no adro. Os indignados de todo o mundo derrubaremos o sistema absurdo e global em que vivemos.

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Uma luz acesa

Uma luz acesa
O farol da fortaleza do Bugio, na foz do Tejo

Araras azuis

Portugal:

Pior do que ter um ex-Primeiro-Ministro preso é ter o actual à solta!